"Calmaria com uma pitada de teimosia. É como se ela vivesse uma contradição eterna para entender a si mesma, quando o mundo lhe desconhecia. É doce, é amarga, é ácida, é salgada, quente, fria, mas nunca morna. Feito água, ou feito gelo. Se eu fosse ela desistiria de tudo, se eu fosse ela largaria o mundo e iria morar numa montanha, de preferência o Monte Everest, longe de tudo, de todos e infelizmente, não longe dela mesma. Ah, se eu fosse ela daria a volta no mundo em dois dias, comendo a torre de Pisa e explodindo a teoria do Big Bang londrino. Defeitos, defeitos, ela é cheia deles, e gosta de mascarar suas qualidades, feito o quadro da Monalisa, num sorriso torto e mal dito. Ah se sonha, sonha tão alto… E nem mesmo suas pernas compridas conseguem aparar sua queda. Quer ser presidente do Brasil, dirigir um Chevy e voar. Quer mudar a hipocrisia, o mundo se conseguir. Entendimento barato, coração quente, e um toque de sotaque latino em sua língua brasileira. Se é que me entende, o sorriso que esconde pode ser também aquele que ilude, pode ser aquele que separa e junta cacos de vidro em persiana. Tamires C